sábado, 10 de dezembro de 2011

A menina e o vento


- "Gosto do clichê, da rotina, do épico. Mas quero algo novo, algo improvável, fora de planos e de programações. Um imprevisto, um imprevisto suavemente agradável, por favor." - sussurrou a menina para o vento.
O vento por sua vez nada respondeu.
Então ela sorriu e pensou "esse silêncio foi um sim".
E estava pronta, pronta pra não estar pronta e mesmo assim seguir em frente.
E estava esperançosa por algo terrivelmente bom.
- "O que tens pra mim hoje" -  perguntou a um pássaro que pousara em um dos galhos da árvore em que estava encostada.
Ele por sua vez assoviou, como bem fazem os pássaros.
Então, ela mais uma vez sorriu e pensou "é surpresa".
Aquele seria o dia, o dia mais feliz de toda a sua vida. E por que?
Porque ela decidiu que seria.
A menina saiu, e foi embora. Para onde foi? Ninguém sabe, nem mesmo ela sabe.
Está seguindo o vento, seguindo os sonhos, seguindo. Fazendo tudo aquilo que um dia jurou que não iria fazer.
Uma hora corre, outra hora anda devagar, caminha no ritmo da música.
Da música que ela acabou de inventar.

Mariana Hugueney

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

desejos de um lençol



7:10 da manhã, sim, esse é o horário exato do meu despertar. O despertador me puxa brutalmente de uma noite mal dormida, acordo, abro os meus olhos, fexo-os novamente. Meu vício diário me leva a minha imaginação, ou melhor, nos meus sonhos, que prefiro sonha-los de olhos fechados porem acordado. A ilusão se deita a minha cama e se junta ao meu prazer, nos tornando apenas um. Começo a sonhar. Imagino todos os dias você ao meu lado, sendo acordado com um beijo, e com um café da manha na cama. Sonho. Sonho em poder te abraçar em qualquer hora do dia e te beijar na hora que eu quiser, assistir uma comédia romântica embrulhados com um leve cobertor, cozinhar juntinhos, ou apenas nos deitar de conchinha com uma musica acústica ao fundo. O barulho do aparelho e a realidade me assustam, os sonhos se vão rapidamente, e eu ainda desejo não sair daquele vício, da minha doce droga. Me levanto e respiro, inspirado pelo sopro de vida que você me deu mesmo não sabendo, ponho os pés no chão e continuo a sonhar com você e comigo apenas nós dois.


Gabriell Vieira