Gabriell Vieira
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Sem reflexos
Em qualquer lugar do mundo, um menino com grandes óculos pretos e uma máquina fotográfica pendurada em seu pescoço, andava a procura daquilo que o fizesse viver, ele queria sorrir sem motivos, queria sentir aquele prazer do vento batendo em seus cabelos, ele queria que seu coração acelerasse novamente por algo, alguém ou por qualquer coisa que se mexesse, e talvez ansiava por conhecer ele mesmo. Já tinha cansado daquela vida que "vivia" para agradar aos outros, queria alguma coisa nova mas algo ou alguém o impedia. O menino continuo a andar pela cidade sem nome, cuja as ruas era silenciosas e pacatas, passou em frente a um velho museu, imponente até de mais para aquele interior. Entrou. Observou os quadros, as estatuas de pedras, mexeu em alguns livros velhos, mais nada disso o chamou atenção. Então, avistou no fundo do museu uma grande porta dourada, com uma enorme maçaneta de madeira, e mais uma vez se sentiu muito pequeno em frente daquele poderoso gigante de ouro, empurrou com toda sua força, houve um grande ranger e abriu uma pequena fresta,ele conseguiu entrar com muita dificuldade, sentiu um medo muito grande mas continuou a andar (quase na ponta dos pés) silenciosamente. A sala era escura e gélida, porem havia uma pequena luz no fundo que iluminava um grande e majestoso espelho, antigo e sujo. Chegou a observar cautelosamente a moldura descascada, e percebeu que o espelho era prateado, pela pouca cor que ainda tinha, andou por de trás, tocou, até desenhou uma coruja sobre a poeira, mais não ousou em olhar para si. Sentou em frente ao espelho de olhos cerrados, passou muito tempo ali, até que sentiu uma pontada de esperança, criou coragem e enfim abriu os olhos. A imagem do espelhoo assustou que até souto um grito, ele estava se vendo, porem não apenas uma imagem dele, mas três pessoas iguais a ele. Ficou observando aquilo por um bom tempo com um nó na garganta até que decidiu falar algo: "Oi, quem são vocês?" e rapidamente as três imagens responderam em um grande tumulto, mais ele não compreendera nada, cada uma falara um nome diferente. Então fez a mesma pergunta apontando para cada um. "Oi, quem é você?". O primeiro "ele" respondeu: "sou o medo, o seu medo, aquele que te impede de conquistar aquilo que realmente você sonha, ponho impessilios, e sempre digo que você não é capaz e nunca vai conseguir. Seu Frustrado!". O menino engoliu seco e seu coração apertou, ficou mudo, e logo o outro reflexo começou a falar. "Sou o seu passado, que sempre te lembra das piores coisas que você já viveu, assim interfiro no seu futuro te prendendo na nostalgia, adoro um remorso e sempre te impeço de sorrir" O menino continuava estupefato e com lágrimas nos olhos, o ultimo reflexo começou a falar em um tom irônico: "E por fim, e não menos importante sou o Temor às Pessoas mais conhecido como Reputação, você sempre está em minha mãos é tão fácil te prender, te deixar imóvel, sem ação; Adoro usar minhas pessoas pra te deixar em lágrimas, pra não executar seu projetos, eu te faço agradar aos outros, em vez de você mesmo, assim, acabo te frustrando, roubando a pouca vida que tem. Verme!" O menino se levantou em lágrimas, as imagens refletidas estavam em risos altos enquanto o menino se ajoelhava mais uma vez. Com o rosto molhado e os olhos voltados para o chão, avistou uma pequena pedra que estava pisando, segurou rapidamente e com um golpe arremesou com toda forca contra o espelho "mágico". Um grande barulho envolveu a sala e milhares de cacos de espelhos se chocarão contra o chão. Tudo que ele tinha ouvido naquela tarde tinha se partido em mil pedaços, finalmente tinha acabado todo o medo,remorcio e reputação. O menino já ofegante, cansado, porem leve, quase flutuante. Saiu da sala escura sem ousar em olhar pra trás, e naquele momento enquanto passava pela porta com um fino sorriso, tinha a certeza que seria feliz.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluire será. Bom começo :*
ResponderExcluirsorte refletida.
Lauro Justino.